23 de março de 2009

Para o Joomla!, rapidamente e em força!

Já sabia do Joomla!, desde o tempo em que se chamava Mambo. Sabia que era um Content Management System (Sistema de Gestão de Conteúdos, CMS), mas nunca me interessei o suficiente. Porém, nos últimos tempos a Web 2.0 tem andado a pressionar-me. As páginas Web pedem cada vez mais conteúdos ricos e a minha forma de trabalhar está cada vez mais desadequada, com a mania de escrever quase todo o texto e código à mão, num editor de código. Cada página requer tempos infindos para codificar e para matar a bicharada. Manter o menu e os links de um site complexo é uma dor de cabeça.

Ao mesmo tempo, escrever no meu blog mostra-se muito mais divertido, com acessórios complexos como os comentários, os RSS ou as galerias de imagens disponíveis sem esforço, quando, se os tivesse que escrever, teria que ir tirar um curso aprofundado de PHP e de Javascript. Foi então que...

...na zona Del.icio.us da minha página personalizada do Google aparece uma entrada a dizer "I'm sorry but Dreamweaver is dying..."

Como? Um software leader no seu mercado está a morrer? Porquê? A Adobe iria repetir o crime do Freehand, que matou, embora fosse usado por milhares de designers gráficos, para defender o seu Illustrator? Mas para substituí-lo por quê?

Tudo isto cruzou o meu espírito enquanto o link abria. Mas não, não se tratava da Adobe. O autor achava o Dreamweaver perfeito para editar páginas HTML estáticas, mas dizia que os tempos mudaram e que agora, para criar sites de conteúdo rico, era indispensável usar um CMS como o Joomla! ou o Drupal, para incluir no site facilmente blogs, Fórums, chats, wikis, inquéritos, lojas, galerias, autenticação de múltiplos utilizadores com privilégios diferenciados, todas as coisas boas...

Sem mencionar que o site pode reconfigurar-se automaticamente quando o administrador (ou mesmo o utilizador!) muda de template... E que há milhares de malucos por toda a Web a escrever plugins que incluem menus em Javascript e Flash ou janelas de Twitter. Tudo grátis.

Muito mais importante: tal como num blog, múltiplos utilizadores que não são necessariamente web designers nem developpers podem acrescentar conteúdo e os menus são dinamicamente reconfigurados para incorporar o novo conteúdo, que pode ser apresentado e indexado de várias maneiras!

Trato de instalar o Joomla! (é Open Source, tal como o Drupal). O bicho é exigente. Tem que se ter um servidor Web que dê acesso a PHP e MySQL. Eu tenho (os que usam páginas gratuitas tipo Sapo não têm), mas preferi instalá-lo para teste no meu computador doméstico, com um servidor Apache com PHP e MySQL no pacote Wamp a correr em Vista.

Instalar o Wamp no Vista é que foi um sarilho, porque havia um conflito com a porta 80 que me fez perder duas noites. São sempre as coisas mais idiotas!

Mas o Joomla! instalou muito bem e depois tem sido uma exploração muito interessante. Fazer coisas simples é difícil, a besta perece sempre interessada em mostrar muito mais coisas difíceis e interessantes, mas que não foram pedidas. Na verdade começa como um site complexo, que pode ser configurado naturalmente como blog, como FAQ ou como lista de títulos. O que há a fazer, depois de compreender o que se passa, é "despublicar" aquilo tudo e começar a publicar uma coisa de cada vez.

É um paradigma novo. Saber HTML, Javascript, CSS é menos importante. Importante é conseguir conjugar todos aqueles objectos complexos e caprichosos. Mas há milhares de páginas de ajuda, com vídeos e tudo, mesmo em português. Uma das mais activas e evangélicas comunidades de Open Source!

Eu sabia que isto me ia acontecer. No início da minha carreira de designer gráfico, tive de recorrer ao código PostScript para resolver problemas que os programas de desktop publishing da altura não contemplavam; mas assim que apareceu o Corel Draw! (versão 2.0, em 1990), deixei-me disso, porque escrever código não é uma forma eficaz de produzir. Sou melhor a escrever textos e a fazer bonecos, a desenhar uma comunicação.

Embora, de tempos a tempos, o código me fascine...