18 de maio de 2009

Teologia portátil

O encontro de ídolos católicos no Tejo de 16 e 17 de Maio, com todo o cortejo de cenas desprestigiantes para a imagem do nosso país que se seguiu, irritou-me.

Por causa disso, decidi comemorar o deslustroso evento à minha maneira e fui buscar um dos primeiros anticlericais, que viveu ainda no tempo do Ancien Régime francês e teve de assinar sob nomes falsos e publicar no estrangeiro para proteger o seu pescoço.

Trata-se do barão de Holbach (1723-1789), Paul-Henri Thiri de seu nome. Encontrei um livro delicioso que se apresenta como "Teologia Portátil, ou Dicionário Abreviado da Religião Cristã" que finge ser um livro católico, editado por um pretenso Abade Bernier, "Licenciado em Teologia", mas é tudo menos isso.

O barão de Holbach, retrato de Alexander Roslin. Fonte: Wikipedia Frontespício da "Teologia Portátil" do barão d'Holbach. Fonte: Google Books

Convém notar que o texto se refere a um tempo em que não existiam as liberdades de que gozamos hoje, começando pela liberdade religiosa.

Vejamos algumas entradas do dicionário (traduzidas do francês por mim; se virem asneira, já sabem de quem é a culpa):

Abraão. É o pai dos crentes. Mentiu, foi encornado, cortou o próprio prepúcio e mostrou tanta fé que, se não fosse um anjo meter a mão, cortaria a jugular ao seu filho, que o bom Deus, na brincadeira, lhe ordenara que imolasse: em consequência, Deus fez uma aliança eterna com ele e a sua posteridade, mas o filho de Deus anulou depois este tratado, por bons motivos que o seu Papá não pressentira.

Absurdos. Não podem existir na Religião; ela é obra do Verbo ou da razão divina que, como se sabe, nada tem de comum com a razão humana. É devido à falta de fé que os incrédulos crêem encontrar absurdos no Cristianismo; ou, ter falta de fé é, sem dúvida, o cúmulo do absurdo. Para fazer desaparecer do Cristianismo todos os absurdos basta estar habituado, desde a infância, a jamais examiná-los. Quanto mais uma coisa é absurda aos olhos da razão humana, mais é conveniente para a razão divina ou para a religião.

Adão. O primeiro homem. Deus fez dele um brutamontes que, para agradar à mulher, fez a asneira de morder uma maçã que os seus descendentes não conseguiram ainda digerir.

Alianças. Deus, que é imutável, fez duas Alianças com os homens; a primeira que ele jurara ser eterna, já não subsiste há muito tempo; a segunda durará aparentemente enquanto convier a Deus, aos Padres ou à Corte.

Alma. Substância desconhecida, que age de forma desconhecida sobre o nosso corpo que desconhecemos de todo; devemos concluir daí que a alma é espiritual. Ninguém ignora o quer dizer ser espiritual. A alma é a parte mais nobre do homem, tendo em conta que é ela que menos conhecemos. Os animais não têm almas, ou têm-nas tão-só materiais; os Padres e os Monges têm almas espirituais, mas alguns de entre eles têm a malícia de não as mostrar, o que fazem, sem dúvida, por pura humildade.

Amor. Paixão maldita que a natureza inspira a um sexo pelo outro, desde que se corrompeu. O Deus dos Cristãos não é nada galante e não quer ouvir falar em amor; sem o pecado original os homens multiplicar-se-iam sem amor e as mulheres paririam pela orelha.

Amor divino. É a ligação sincera que todo o bom cristão, sob pena de danação, deve ter com um ser desconhecido, que os Teólogos tornaram o mais malvado possível, para exercer a fé. O amor a Deus é uma dívida que devemos acima de tudo por nos ter dado Teologia.

Amor-próprio. Disposição fatal pela qual o homem corrompido tem a loucura de se amar a si próprio, de querer subsistir, de desejar o seu bem-estar. Sem a queda de Adão teríamos a vantagem de nos detestarmos a nós próprios, de odiar o prazer, de não sonhar com a nossa sobrevivência.

Apóstolos, página original "Apóstolos", texto original. Fonte: Google Books

Apóstolos. São doze inúteis, ignorantes e miseráveis como ratos de Igreja, que compunham a corte do filho de Deus na terra e que ele encarregou da missão de instruir todo o universo. Os seus sucessores fizeram depois uma fortuna brilhantíssima com a ajuda da Teologia, que os seus antecessores, os Apóstolos, não tinham estudado de todo. De resto o Clero, como a Nobreza, é feito para adquirir mais lustro à medida que se afasta da primeira origem, ou que se parece menos com os seus antecessores.

Atributos divinos. Qualidades inconcebíveis que, à força de sonharem com isso, os Teólogos decidiram que pertencem necessariamente a um ser de que não fazem ideia nenhuma. Essas qualidades parecem incompatíveis aos que não têm fé, mas são fáceis de reconciliar quando não se pensa nisso. Os atributos negativos com que a Teologia gratifica a Divindade ensinam-nos que ela não é nada que possamos conhecer, o que é bom para fixar ideias.

Altares. São as mesas de Deus que, farto de todas as iguarias que lhe traziam antigamente, quer hoje que os Sacrificantes lhe sirvam o seu próprio filho, o qual eles próprios comem e dão a comer a outros. À vista deste repasto guloso, a cólera do Pai eterno fica desarmada e torna-se amigo do peito de todos os que vêm dar uma dentadinha no seu filho.

Bastardos. Desgraçados cujos pais não pagaram à Igreja para adquirir o direito de dormir juntos. Em consequência da sábia jurisprudência introduzida pelo pecado original, os bastardos devem ser punidos pelo erro de seus pais; são privados das vantagens de que gozam as crianças dos que pagaram para se deitarem juntos.[Nota: Hoje, ao fim de dois séculos de combates políticos, o casamento religioso já não é obrigatório e a bastardia foi abolida pela nossa Constituição, há só 30 anos. Mas a guerrilha sobre o casamento continua, como pode ver aqui...]

Cristianismo. Sistema religioso atribuido a Jesus Cristo mas realmente inventado por Platão e São Paulo, aperfeiçoado pelos Pais, pelos Concílios, pelos intérpretes e, de acordo com as ocasiões, corrigido pela Igreja para salvação dos homens. Desde a fundação desta religião sublime, os povos tornaram-se mais sábios, mais esclarecidos, mais felizes que dantes; desde essa feliz época não se viram mais dissensões, perturbações, massacres, desordens, ou vícios; o que prova que o Cristianismo é divino e que é preciso ter o diabo no corpo para ousar combatê-lo e é preciso ser louco para ousar duvidar dele.

Céu. Região bem longínqua onde reside o Deus que enche o universo da sua imensidade. É de lá que os nossos padres mandam vir, por pouco dinheiro, os dogmas, os argumentos e outros bens espirituais e aéreos que debitam aos cristãos; é lá que, sentada sobre nuvens, a divindade difunde nos nossos climas as geadas ou os dilúvios, as chuvas suaves ou as tempestades, as calamidades ou as prosperidades e, sobretudo, as querelas religiosas tão úteis à manutenção da fé. Há três céus, parece; São Paulo viu o terceiro, mas não nos deu o mapa da região, o que embaraça muito os Geógrafos da Academia.

Condenação. Devemos acreditar, sob pena de ser condenados, que o Deus misericordioso, para ensinar os vivos a viver depois da sua morte, e para corrigir os vivos que não podem ver nada depois dela, condena eternamente o maior número de homens por faltas passageiras; por um milagre espantoso da bondade divina fá-los-á durar para sempre, a fim de ter o prazer de queimá-los para sempre. A Igreja tem, como Deus, o direito de condenar; há mesmo quem acredite que, sem ela, Deus não condenaria ninguém, só o faz para agradar à sua mulher [a Igreja].

Cruzadas. Expedições santas ordenadas pelos Papas, para livrar a Europa de uma multidão de imprestáveis devotos que, para obter do céu a remissão dos crimes que haviam cometido nos seus países, iam corajosamente cometer novos crimes no estrangeiro.

Culto. Sequência de movimentos do corpo e dos lábios que são uma necessidade absoluta para agradar ao soberano do universo; ele não precisa de ninguém, mas levaria a mal se se negligenciasse a etiqueta imaginada pelos seus e se omitisse os cumprimentos que gabam a sua vaidade ou a dos padres. O verdadeiro culto é sempre o que é regulado por quem tem o direito de nos mandar grelhar se nos recusarmos a cumprir.

Deus. Palavra sinónima de Padres; ou, se se quiser, é o factotum dos Teólogos, o primeiro agente do Clero; o encarregado de negócios, o produtor, o intendente do exército divino. A palavra de Deus é a palavra dos Padres; a glória de Deus é a arrogância dos Padres; a vontade de Deus é a vontade dos Padres. Ofender Deus é ofender os Padres. Crer em Deus é crer no que dizem os Padres. Quando se diz que Deus está colérico, isso significa que os Padres estão de mau humor. Substituindo a palavra Padres à palavra Deus, a Teologia torna-se a mais simples das ciências. Posto isto, deve-se concluir que não existem verdadeiros Ateus, visto que, a menos que se seja imbecil, não se pode negar a existência do Clero, que se faz sentir bastante. Poderia haver um outro Deus, mas os padres não querem saber; é ao seu que temos de agarrar-nos, se não queremos ser grelhados.

Trindade. Mistério inefável adoptado pelos Cristãos que o recebaram do divino Platão; trata-se de um artigo fundamental da nossa santa religião. Com a ajuda deste mistério um Deus faz três, e três Deuses só fazem um Deus único. O dogma da Trindade só parece absurdo aos que não entendem Platão. Este Pai da Igreja imaginou três maneiras de conceber a Divindade; do poder os nossos santos Doutores fizeram um Pai de barba venerável; da razão fizeram um Filho emanado desse Pai e sacrificado para o acalmar; e da bondade fizeram um Espírito Santo, transformado em pomba. Eis todo o mistério.

Os ídolos e a Constituição

Este fim-de-semana as forças do passado invadem Lisboa e Almada. A imagem da alucinação colectiva ou vigarice de Fátima (ou sábia mistura das duas, cuidadosamente alimentada pelo Vaticano) que desde 1917 persiste até ao século XXI, vem a Lisboa e a Almada saudar o meio século do mamarracho monumental que homenageia o Cristo autoritário e cúmplice das ditaduras, que perturba e inquina o skyline de Lisboa e Almada. Um encontro de ídolos.

Buda em Lisboa

Constituição da República Portuguesa
Artigo 41.º

(Liberdade de consciência, de religião e de culto)

4. As igrejas e outras comunidades religiosas estão separadas do Estado e são livres na sua organização e no exercício das suas funções e do culto.

Artigo 275.º

Forças Armadas

3. As Forças Armadas obedecem aos órgãos de soberania competentes, nos termos da Constituição e da lei.

4. As Forças Armadas estão ao serviço do povo português, são rigorosamente apartidárias e os seus elementos não podem aproveitar-se da sua arma, do seu posto ou da sua função para qualquer intervenção política.

Fonte: Assembleia da República

O cardeal, ou bispo, ou lá o que é, de Lisboa, "Dom" José Policarpo (porquê o dom, sentem-se mal na República?), apelou a que o povo não considerasse o Cristo Rei um "simples miradouro", defendendo que a infeliz intrusão monumental faz com que toda a cidade "se transforme num templo".

Pois. É exactamente isso que eu detesto. Sou ateu, mas não tenho nada contra os templos. Quando contêm boa arte, visito-os sempre que posso. Quando são bons miradouros, mesmo sendo feios como o Cristo Rei, também os visito. Quando não têm nenhum interesse, nem artístico nem paisagístico, ignoro-os, a não ser que tenha que lá ir cumprir alguma obrigação social, tipo funeral ou baptizado.

Mas os templos são edifícios particulares, como decorre da nossa Constituição. Numa sociedade moderna não podem invadir ou querer subordinar toda uma paisagem urbana. O resultado é opressivo. Um horizonte dominado por cruzes ou Cristos, como noutros lugares dominado por símbolos islâmicos, como noutros ainda dominado por foices e martelos ou estrelas vermelhas, grita ao pobre diabo que não partilha da religião ou política dominante: estás aqui a mais!

As nossas sociedades tendem a não usar símbolos nenhuns ou a tê-los tão abrangentes que não chateiam ninguém. Veja-se os obeliscos de Washington, de Paris ou dos Restauradores, em Lisboa. São símbolos fálicos, simbolizam poder. Mas como o poder é do povo...

Os nossos valores modernos são outros: tolerância e apreço pela diversidade, respeito (exigindo respeito recíproco, claro) pelos valores dos outros. Portanto, este Cristo Rei abusa. Ainda por cima, os valores normalmente associados a Jesus Cristo na mitologia cristã, que estiveram na base dos nossos valores humanistas actuais (embora a Igreja Católica os tenha combatido ferozmente) são negados por este monumento. Não vejo aqui nenhum amor, nem tolerância, nem caridade. Vejo 80 metros fálicos de homenagem ao poder de Salazar. Não acho que deva ser dinamitado, em primeiro lugar porque é realmente um excelente miradouro, em segundo porque a História é como é e destruir património é um mau princípio.

Mas que é feio, é. E representa também uma imagem de que a Igreja católica tem saudades: a igreja do império, a aliança do sabre e do hissope*.

Dragão

Neste fim-de-semana de 16 e 17 de Maio, a lancha Dragão não tinha patrulhas para fazer, contrabandistas, pescadores clandestinos e traficantes para perseguir? Nem sequer folgas para gozar? E a Sagres, não tinha portos estrangeiros para impressionar, regatas onde participar?
Fonte: www.marinha.pt
 

Sagres

Nunca resignada a ter deixado de ser a religião de estado (e nunca tendo deixado de sê-lo, de facto), a igreja católica volta à carga. Procura-se recriar as representações religiosas de antes do liberalismo ou do tempo do salazarismo, com a aliança simbólica dos aparatos da igreja e do estado a tentar mostrar uma frente unida de beatice supersticiosa. Para se ser reaccionário, deve-se sê-lo em grande! Para quê voltar atrás só 50 anos, ao tempo do Cerejeira? Volte-se ao tempo do D. Miguel ou da Inquisição...

E o governo de Sócrates, com falta de argumentos para vencer as próximas eleições, embarca alegremente nesta rusga, violando sem vergonha a Constituição ao ceder uma lancha da Marinha e respectiva tripulação, para transportar o ídolo popular para a outra margem, mais a Sagres, símbolo do amor-próprio nacional, para saudar o ídolo com uns tiros de homenagem (ou a Creoula, ouvi versões contraditórias). Uns calam-se por causa dos votos, outros procuram beneficiar politicamente. Lamentável!

Durante uns dias dizia-se que o veículo a usar para fazer o transporte de uns escassos três quilómetros seria uma fragata, o mais caro brinquedo do estado português. Mas o bom senso de algum almirante, dificuldades logísticas, sentido da dignidade das Forças Armadas ou falta de verba devem ter prevalecido e por fim foi a modesta lancha Dragão que serviu de andor. Do mal o menos!

Os organizadores podiam ter alugado um cacilheiro. É mais bonito que a lancha e cabiam lá muito mais VIPs. Mas o que eles queriam mesmo era marcar um ponto contra a Constituição, levando políticos venais a forçar as Forças Armadas a participar nesta encenação. E ninguém diz nada, para além dos suspeitos do costume...

Consola-me saber que isto não serve para nada. Apesar do povo se dizer católico — e de muitos embarcarem alegremente nestas trapalhadas, direito que não contesto e é garantido pela Constituição — liga cada vez menos à religião na sua vida prática, para além de certas cerimónias formais. Como a igreja católica bem ficou a saber com o resultado do referendo do aborto.

Chato. Até os católicos gostam de pensar pela sua própria cabeça. Qualquer dia lá vão ter que casar os padres, autorizar os preservativos e as pílulas, deixar entrar as mulheres no sacerdócio... mas quanto mais tarde melhor, claro!

Nota: Não vi na TV mas alguns testemunhos de almadenses com quem falei e vídeos na Web (aqui, aqui, aqui e aqui) levam-me a pensar que a a adesão popular não foi grande, nada que se pareça com as multidões de Fátima. Ainda bem.


* Hissope é um instrumento usado pelo padre para aspergir água benta e assim purificar ou benzer qualquer coisa. Sem dúvida a lancha Dragão terá sido devidamente benzida, não vá a imagem torcer o nariz... [voltar ao texto]

10 de maio de 2009

Cabeças de borrego

No alpendre da oficina de um amigo, pude provar enfim uma famosa iguaria alentejana, cabeças de borrego no forno. Comidas à mão e ao ar livre, em boa companhia.
Bravo, sr. José Bentes!

2 de maio de 2009

All time favourites

Eis as minhas canções favoritas de sempre. Não digo que sejam as melhores, mas são as que, por uma razão ou por outra, me passam na cabeça mais vezes e fazem assim parte da banda sonora do filme que eu vivo.

Don't think twice, it's all right

Bob Dylan, "The Freewheeling Bob Dylan", 1963, (a minha canção de separação)

Venham mais cinco

Zeca Afonso, 1973, "Venham mais cinco", (a minha canção de separação política)

Ária da Rainha da Noite

W.A. Mozart, 1791, "A Flauta Mágica (Die Zauberflöte)"
Cena do filme "Amadeus" com June Anderson

"A Truta"

"Die Forelle", Lied/canção Op.32 (D.550) Schubert, 1817 (Interpretação de Ian Bostridge) Interpretação de Elizabeth Schwartzkopf

Too much love will kill you

Brian May/Queen, "Made in Heaven", 1996

Romeo and Juliet

Mark Knopfler/Dire Straits, "Making Movies", 1980
Cover por The Killers (2007)


Don't think twice it's all right

Bob Dylan, "The Freewheeling Bob Dylan", 1963
(a minha canção de separação)

Letra | Voltar ao topo



Venham Mais Cinco

Zeca Afonso, 1973, "Venham mais cinco"
(a minha canção de separação política)

Letra | Voltar ao topo



Ária da Rainha da Noite

"Der Hölle Rache kocht in meinem Herzen" ("A vingança do Inferno ferve no meu coração"), W.A. Mozart, 1791, "A Flauta Mágica" ("Die Zauberflöte", interpretação de Diana Damrau, prod. Royal Opera House, dir. Colin Davies, 2007
Cena do filme "Amadeus", de Milos Forman, 1984, com June Anderson
Abre noutra janela
Voltar ao topo



"A Truta"

"Die Forelle", Lied/canção Op.32 (D.550) Schubert, 1817
(Interpretação de Ian Bostridge)


Voltar ao topo
Interpretação de Elizabeth Schwartzkopf

Voltar ao topo



Too much love will kill you

Brian May/Queen, "Made in Heaven", 1996


Letra | Voltar ao topo



Romeo and Juliet

Mark Knopfler/Dire Straits, "Making Movies", 1980

Romeo and Juliet — Cover por The Killers (2007)

Letra | Voltar ao topo




Don't think twice it's all right

Bob Dylan

Voltar ao vídeo | Voltar ao topo
It ain't no use to sit and wonder why, babe
It don't matter, anyhow
An' it ain't no use to sit and wonder why, babe
If you don't know by now
When your rooster crows at the break of dawn
Look out your window and I'll be gone
You're the reason I'm trav'lin' on
Don't think twice, it's all right

It ain't no use in turnin' on your light, babe
That light I never knowed
An' it ain't no use in turnin' on your light, babe
I'm on the dark side of the road
Still I wish there was somethin' you would do or say
To try and make me change my mind and stay
We never did too much talkin' anyway
So don't think twice, it's all right

It ain't no use in callin' out my name, gal
Like you never did before
It ain't no use in callin' out my name, gal
I can't hear you any more
I'm a-thinkin' and a-wond'rin' all the way down the road
I once loved a woman, a child I'm told
I give her my heart but she wanted my soul
But don't think twice, it's all right

I'm walkin' down that long, lonesome road, babe
Where I'm bound, I can't tell
But goodbye's too good a word, gal
So I'll just say fare thee well
I ain't sayin' you treated me unkind
You could have done better but I don't mind
You just kinda wasted my precious time
But don't think twice, it's all right

Voltar ao vídeo | Voltar ao topo




Venham Mais Cinco

Zeca Afonso

Voltar ao vídeo | Voltar ao topo

Venham mais cinco, duma assentada que eu pago já
Do branco ou tinto, se o velho estica eu fico por cá
Se tem má pinta, dá-lhe um apito e põe-no a andar
De espada à cinta, já crê que é rei d'aquém e além-mar

Não me obriguem a vir para a rua
Gritar
Que é já tempo d' embalar a trouxa
E zarpar

Tiriririri buririririri, Tiriririri paraburibaie, 2X
Tiiiiiiiiiiiiii paraburibaie...
Tiriririri buririririri, Tiriririri paraburibaie, 2X

A gente ajuda, havemos de ser mais
Eu bem sei
Mas há quem queira, deitar abaixo
O que eu levantei

A bucha é dura, mais dura é a razão
Que a sustem só nesta rusga
Não há lugar prós filhos da mãe

Não me obriguem a vir para a rua
Gritar
Que é já tempo d' embalar a trouxa
E zarpar

Bem me diziam, bem me avisavam
Como era a lei
Na minha terra, quem trepa
No coqueiro é o rei

A bucha é dura, mais dura é a razão
Que a sustem só nesta rusga
Não há lugar prós filhos da mãe

Não me obriguem a vir para a rua
Gritar
Que é já tempo d'embalar a trouxa
E zarpar

Voltar ao vídeo | Voltar ao topo


Too much love will kill you

Brian Mae/Queen

Voltar ao vídeo | Voltar ao topo

I'm just the pieces of the man I used to be
Too many bitter tears are raining down on me
I'm far away from home
And I've been facing this alone
For much too long

I feel like no-one ever told the truth to me
About growing up and what a struggle it would be
In my tangled state of mind
I've been looking back to find
Where I went wrong

Too much love will kill you
If you can't make up your mind
Torn between the lover
And the love you leave behind

You're headed for disaster
'cos you never read the signs
Too much love will kill you
Every time

I'm just the shadow of the man I used to be
And it seems like there's no way out of this for me
I used to bring you sunshine
Now all I ever do is bring you down

How would it be if you were standing in my shoes
Can't you see that it's impossible to choose
No there's no making sense of it
Every way I go I'm bound to lose

Too much love will kill you
Just as sure as none at all
It'll drain the power that's in you
Make you plead and scream and crawl

And the pain will make you crazy
You're the victim of your crime
Too much love will kill you
Every time

Too much love will kill you
It'll make your life a lie
Yes, too much love will kill you
And you won't understand why

You'd give your life, you'd sell your soul
But here it comes again
Too much love will kill you
In the end...
In the end.
Voltar ao vídeo | Voltar ao topo




Romeo and Juliet

Dire Straits

Voltar ao vídeo | Voltar ao topo

A lovestruck romeo sings a streetsus serenade
Laying everybody low with a lovesong that he made
Finds a convenient streetlight steps out of the shade
Says something like you and me babe how about it?

Juliet says hey its romeo you nearly gimme a heart attack
Hes underneath the window shes singing hey la my boyfriends back
You shouldnt come around here singing up at people like that
Anyway what you gonna do about it ?

Juliet the dice were loaded from the start
And I bet and you exploded in my heart
And I forget the movie song
When you wanna realise it was just that the time was wrong juliet ?

Come up on differents streets they both were streets of shame
Both dirty both mean yes and the dream was just the same
And I dreamed your dream for you and your dream is real
How can you look at me as if I was just another one of your deals?

Where you can fall for chains of silver you can fall for chains of gold
You can fall for pretty strangers and the promises they hold
You promised me everything you promised me think and thin
Now you just says oh romeo yeah you know I used to have a scene with him

Juliet when we made love you used to cry
You said I love you like the stars above Ill love you till I die
Theres a place for us you know the movie song
When you gonna realise it was just that the time was wrong juliet?

I cant do the talk like they talk on tv
And I cant do a love song like the way its meant to be
I cant do everything but Id do anything for you
I cant do anything except be in love with you

And all I do is miss you and the way we used to be
All do is keep the beat and bad company
All I do is kiss you through the bars of a rhyme
Julie Id do the stars with you any time

Juliet when we made love you used to cry
You said I love you like the stars above Ill love you till I die
Theres a place for us you know the movie song
When you gonna realise it was just that the time was wrong juliet?

A lovestruck romeo sings a streetsus serenade
Laying everybody low with me a lovesong that he made
Finds a convenient streetlight steps out of the shade
Says something like you and me babe how about it?

Voltar ao vídeo | Voltar ao topo