7 de março de 2012

Contra os defensores religiosamente preguiçosos dos pios

Recentemente, um bando de ateus acoitou-se numa instituição online chamada Freethought Blogs. Estão lá algumas das pessoas que mais gosto de ler, como PZ Myers (Pharyngula) ou Greta Christina. Foi num destes blogs, Camels With Hammers, pertencente a Daniel Fincke, antigo fundamentalista e professor de Filosofia, que encontrei um artigo tão interessante que me pus a traduzi-lo: Against The Religiously Lazy Defenders of The Pious. Trata das pessoas que não levam muito a sério a sua religião e da dinâmica surpreendente que muitas vezes provocam. O articulista refere-se à realidade dos Estados Unidos, mas parte do que ele descreve sem dúvida que se aplica cá. De notar que o termo liberal no artigo nada tem a ver com liberalismo económico mas com o seu sentido antigo, de amor à liberdade.

Os moderados religiosos e liberais aparecem em muitos tipos. Neste post quero falar sobre alguns tipos de moderados religiosos ou liberais e sobre as razões porque me irritam. Para isso quero traçar algumas distinções que não creio ver ninguém a fazer mas que serão úteis para que o assunto se torne claro.

Muitas vezes, quando nós, ateus, distinguimos e criticamos os religiosamente conservadores, moderados e liberais, estamos a referir-nos às suas crenças religiosas e aos seus graus relativos de tradicionalismo e de inflexibilidade. Mas há pelo menos duas outras maneiras se ser conservador, moderado ou liberal. Além do relativo conservadorismo ou liberalismo do conteúdo das crenças de cada um, também há diferentes modos de assumir essas crenças (de forma consciente ou periférica) e diferentes modos de as praticar (mais estritamente ou com mais laxismo).